7 passos para negociar a compra de usado!

7 passos para negociar a compra de usado!

Fazer uma ótima escolha ao comprar um veículo segunda mão depende de um pouco de sorte e muito de você fazer uma ótima negociação. O fator sorte vai ficar por sua conta, mas o conhecimento para fazer um bom negócio vai ser possível ganhar a partir dos 7 passos abaixo!

O segredo é seguir essa cartilha para evitar problemas como comprar um carro com muitos defeitos, documentação atrasada ou pagar mais do que o valor de mercado e arcar com um prejuízo futuro na revenda.

1º passo: pesquisar os preços em tabelas

A tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) é a principal base de preço de carros no Brasil. Ela demonstra o valor médio e serve justamente como parâmetro para negociações e também é usada por seguradoras e outras empresas.

Os estados brasileiros ainda utilizam-se da tabela para servir de base de cálculo do IPVA.

2º passo: avaliar a cor para brigar no preço

Todo carro com cor que foge do preto e prata tem um preço menor de mercado. De dois anos para cá os modelos brancos tem garantido espaço, mas ainda não superaram os pretos e pratas.

O que desperta mais a atenção dos brancos -e dos amarelos- é que geralmente são cores usadas por táxis no Brasil.

3º passo: modelos em voga ou não?

Chegou a hora de comprar um importado, mas segunda mão? Lembre que esse tipo de veículo tem depreciação de preço maior que concorrentes nacionais.

É bom verificar em lojas se a reposição de peças é fácil ou falta no mercado. Isso acontece também com modelos que saíram de linha.

Existe uma regra também que quanto mais caro é o carro (novo principalmente), mais valor de mercado ele perde com o passar dos anos. E a manutenção sempre vai continuar cara.

Gosta de rebaixados e turbinados? Essas mudanças não costumam aumentar ao valor. Do mesmo jeito isso acontece com kit GNV, som ou DVD.

4º passo: previna-se contra problemas futuros

Comprar um carro roubado ou furtado, que já foi sinistrado, ou é de leilão, ainda sofreu com enchentes e, por fim, está alienado é uma furada! Nenhuma dessas situações representa um bom negócio.

Suspeite de preços muito baixos e promoções. Ganhar na compra pode representar muitos gastos com manutenção. Por isso é essencial conferir o histórico do veículo no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e em sites especializados.

No órgão público você consegue conferir atraso no licenciamento, multas, alienação. Já em serviços como a Car Check, dá para descobrir tudo isso e mais ocorrência de leilão, envolvimento em acidente, remarcação de chassi e mais 31 itens.

5º passo: procurar referências para comprar

Ninguém gosta de arriscar um “tiro no escuro”, por isso quando o assunto é a compra de um veículo usado o melhor é obter referências sobre o antigo proprietário. Se for um amigo, melhor. Mas nem sempre alguém conhecido está vendendo o carro que você pretende comprar. Por isso fique atento com relação a procedência.

Em geral, concessionárias e outras revendedoras oferecem certa tranquilidade, pois se enquadram no Código de Defesa do Consumidor e você sabe exatamente como reclamar em caso de futuro problema. Essas empresas também são obrigadas a oferecer garantia de 90 dias para câmbio e motor. O contra dessas negociações é que o preço praticado costuma ser um pouco mais alto do que a compra de um particular.

Como você deve tomar cuidado de qualquer jeito, tanto com um particular ou uma empresa, a boa dica é pesquisar o histórico do veículo. Alguns sites oferecem esse serviço e você consegue conferir até 35 itens para se assegurar da compra. A pesquisa é feita a partir da placa ou número do chassi e não custa mais do que R$ 40.

6º passo: fazer um test-drive

Nada melhor que andar no veículo pretendido para notar barulhos e “sentir” como tudo dentro dele funciona. O melhor é testar em baixa e alta velocidade. Alguns locais até permitem que você fique com o carro um dia, por isso não custa checar com o vendedor essa possibilidade.

Ao dirigir o carro, note se:

  • Houve algum barulho ao virar o volante;
  • Há barulho de peças soltas no interior do carro;
  • As marchas são encaixadas com facilidade;
  • As luzes de óleo, ignição e freio de mão funcionam no painel;
  • Seta, limpadores dos parabrisas dianteiro e traseiro e esquichador de água funcionam;
  • Ao passar em uma valeta ou buraco, há muitos barulhos na suspensão;
  • A uma velocidade de 80 km/h ou 100km/h o carro vibra ou a direção puxa para um dos lados.

 

Caso algum dos itens acima chame sua atenção, pode ser que será preciso levar o carro para o conserto. Confirme com o vendedor quem pagaria o serviço.

Aproveite para se dirigir a um mecânico para que ele faça uma avaliação também. Se der, passe na sua garagem para confirmar se o carro cabe na vaga e se não raspa na rampa de entrada, caso haja uma.

7º passo: não se endivide demais

Atualmente o financiamento de um usado é algo simples de conseguir. Em certas negociações, os vendedores até forçam a venda financiada. Isso porque o vendedor recebe à vista e a financiadora assume a cobrança.

Entre as facilidades estão os prazos, de até 48 vezes (algumas financiadoras chegam a oferecer 60 meses).

Se for optar por esta forma de pagamento, exija do vendedor que repasse o valor final do financiamento. Só assim você tem a real noção de quanto aquele veículo vai custar. Também vai ver quanto de juros, taxas de cadastro, seguro, IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) estão sendo cobrados. É bom avaliar tudo isso para ver se a parcela vai mesmo caber no seu bolso.

Acrescente na sua tabela de custos o valor que precisa ser pago ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito) para a transferência de propriedade e se for mudar a tarjeta de cidade onde o carro está registrado há um acréscimo.

Para aquele veículo ser mais um benefício que uma desvantagem, avalie se está preparado para pagar o IPVA, licenciamento e seguro. Dependendo do modelo, esses impostos são mais caros. Isso acaba determinando o modelo e ano do carro que comporta no seus custos. A média é que um veículo custa mensalmente 3% do seu valor de mercado para o proprietário.

Com certeza, depois dessas dicas, você está mais informado e preparado para comprar o melhor carro usado do mercado. Sem dor de cabeça e muita satisfação.

Como comprar um seminovo sempre rende boas andanças, se tiver uma história para contar aproveite para compartilhar nos comentários!

Autor

O Carcheck é uma ferramenta que visa a segurança na negociação de veículos usados, permitindo ao consumidor analisar cuidadosamente vários indicadores de segurança além de toda a trajetória do veiculo desde o seu primeiro registro junto aos órgãos competentes(Detran, Denatran, Dnit, Financeiras e etc) até o dia da aquisição.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *