Cinco dicas para não cair no golpe do odômetro adulterado!

Cinco dicas para não cair no golpe do odômetro adulterado!

Adulteração de odômetro é um golpe que precisa deixar compradores de veículos de segunda mão atentos. O custo para fazer essa maquiagem é relativamente baixo, podendo sair por cerca de R$ 80,00 e acaba sendo aplicado por vendedores de má fé porque sabem que quilometragem baixa sempre é um atrativo para fechar vendas e aumentar o valor de veículos usados.

Para evitar que você seja enganado, leia este artigo para aprender os principais truques para identificar uma adulteração no painel de velocidade.

Quilometragem e peças internas

Acessórios internos do carro não conseguem ficar imunes ao uso diário e ao desgaste ocasionado pelo sol. Por isso você deve ficar atento para o estado em que se encontram.

Você acredita que seria possível achar um veículo com baixa quilometragem cujos pedais estão desgastados (principalmente a borracha que reveste o pedal do acelerador que é o mais usado)? Outra pergunta: se o volante apresentar sinais de ter sido queimado pelo sol e a manopla do câmbio tiver claros sinais de repetitivo uso?

Não, não mesmo. Essas informações não batem e nenhum carro pouco usado vai demonstrar esses “sinais de velhice”. Em geral, para essas peças chegarem a esse estado, é preciso ter rodado em torno de 100 mil quilômetros. Esse desgaste também se relaciona ao modo como o proprietário cuida do veículo.

Quem adultera um odômetro, provavelmente não vai querer ainda trocar esses itens. Se isso for acontecer, a maquiagem passa a ficar cara e não vai compensar.

Outros acessórios internos também contribuem para sua avaliação. São eles: os tapetes, forro do teto, carpete e o estofado.

Pneus que denunciam mentiras

A vida útil dos pneus é por volta de 50 mil quilômetros, mas alguns modelos podem rodar pouco mais de 60 mil quilômetros. Quando você encontra um carro com 30 mil quilômetros no odomêtro, é incompatível ter rodantes novos ou muito desgastados. Note que com tantos km rodados, já se foi metade do que a borracha aguenta.

Pneus carecas com quilometragem baixa no painel de velocidade é um sinal claro de adulteração. Como o custo para trocá-los é alto, nenhum vendedor vai interessar em manipular essas peças.

Outra dica importante é confirmar a data que os pneus foram fabricados. Essa informação fica no DOT, na lateral da borracha. O código fornece a semana da produção e o ano. Compare esses dados com o ano do veículo e com a marcação do odômetro.

Odômetro digital

Para equipamentos eletrônicos, quem acha que há complicação para manipular a quilometragem se engana. Esses sistemas são facilmente modificados por profissionais que possuem ferramentas próprias.

Da mesma maneira, constatar uma alteração também pode ser fácil. Por meio de um scanner no módulo central, oficinas especializadas podem conferir se houve adulteração e o serviço informa a verdadeira rodagem do automóvel.

Esse tipo de odômetro também pode queimar. Pode acontecer também um defeito na placa que pode ser causado por umidade. Quando isso acontece e o marcador volta a funcionar, ele recomeça a contar do zero.

Estado do painel

Quem decide mexer na rodagem vai precisar retirar o painel do carro. Nem sempre esse serviço é feito com cuidado e por isso a maquiagem pode deixar riscos no acrílico ou em partes plásticas e também marcas em parafusos.

Ao fazer uma checagem de segunda mão para comprar, confira se encontra alguma coisa que chama a atenção e demonstra que o painel foi retirado.

Internamente, existem lacres que quando rompidos podem denunciar alguma adulteração. Nesses casos é preciso levar o veículo a uma oficina e solicitar essa conferência.

Faça as contas

A média de quilometragem rodada por ano em um veículo é de 22 mil a 25 mil quilômetros, ou entre 60 a 70 quilômetros por dia. Quando você encontra um carro com dois anos de uso, ele deve estar com cerca de 40 mil quilômetros rodados, portanto.

O que fica fora dessa matemática é motivo para ser questionado. Pergunte ao vendedor quem era o dono do automóvel e tente descobrir mais informações que te ajudam a entender como era o uso.

O histórico do proprietário e onde o carro foi emplacado são informações que garantem mais segurança na hora da compra de um usado. Além de fazer os testes citados acima, procure fazer algumas pesquisas em sites especializados e no Detran do seu estado.

Serviços especializados oferecem buscas mais completas do que as disponibilizadas pelo órgão público. Dá para descobrir, por exemplo, quem foram os proprietários anteriores, se há duplicidade de motor e verificar se o propulsor já precisou ser substituído (o que pode indicar uso prolongado e quilometragem alta), além de registro de roubo, sinistro e outros detalhes.

Munido de todos esses detalhes e ficar atento na hora de vistoriar um usado, vai ser difícil você perder dinheiro e fazer um mal negócio porque comprou um carro que não estava tão conservado como parecia.

Punição

É bom você saber também que adulterar odômetro pode ser enquadrado como crime de estelionato e fraude genérica (tirar vantagem sobre o prejuízo de outra pessoa). O código do consumidor também prevê punições para estes casos.

Quem tenta vender um veículo nessas condições pode até ser preso por um ano e pagar multa. Se alguém quiser forçar uma venda e você suspeitar de algo, deixe claro que conhece seus direitos e que há punições para quem tentar te enganar.

Já conseguiu identificar alguns desses truques em algum carro? Conhece alguém que comprou um veículo com odômetro adulterado? Conte nos comentários como foi essa experiência.

 

Autor

O Carcheck é uma ferramenta que visa a segurança na negociação de veículos usados, permitindo ao consumidor analisar cuidadosamente vários indicadores de segurança além de toda a trajetória do veiculo desde o seu primeiro registro junto aos órgãos competentes(Detran, Denatran, Dnit, Financeiras e etc) até o dia da aquisição.

3 comentários

  • Passei por essa situação recentemente e por desconfiar acabei não fechando negócio.
    Encontrei um carro que eu queria muito, ano 2013 modelo 2014, estava com 42 mil kms. Isso foi o que o vendedor informou no anúncio e posteriormente confirmou em contato telefônico.
    Como declinei do negócio, ele acabou vendendo a outro lojista, que por sua vez, anunciou o mesmo carro com 34mil kms. E e R$10.000 acima do valor que me havia sido oferecido.
    Por sorte desconfiei e não fechei negócio.
    Mas muitos ainda se iludem com km baixa em carros usados e compram achando que fizeram um ótimo negócio.

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  • Acho que o único meio de acabar ou diminuir bastante a atuação dos vigaristas de plantão, seria uma Lei que obrigasse o Detran a inserir no documento do carro, entre os dados que já são obrigatórios, a km exata do veículo no momento da renovação anual do documento.

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  • Quando eu comprei minha caminhonete 1998 ela estava com 15 mil quilometros e perguntei pq estava tão baixa quilometragem mas o cara disse que tinha feito o motor deu a nota fiscal de todo serviço. E a bem dizer o motor ficou zerado. Daí agora vou vender ela está com 76 mil quilometros e quando falo que o antigo dono fez o motor o pessoal fica bravo comigo. Que culpa eu tenho.

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