Como é feita a numeração de placas de carros

Como é feita a numeração de placas de carros

As composições alfanuméricas das placas dos veículos que circulam no Brasil são realizadas a partir de combinações que seguem padrões que possuem como determinantes a época de fabricação e o estado onde foram emplacados, por exemplo. Apesar disso, existem, em alguns casos, a opção de customização.

Quer saber mais sobre os segredos envolvidos na composição das placas dos veículos brasileiros? Acompanhe o nosso post!

Um pouco de história

Quem possui mais de 35 anos, provavelmente se lembrará que até 1990, os veículos nacionais traziam como identificação as antigas placas amarelas. Elas possuíam como padrão duas letras e quatro números, que depois foi substituído pelo design que temos atualmente. No primeiro lote, liberado em 1990, a primeira placa cinza com o padrão que utilizamos até hoje foi a AAA – 0001, no Estado do Paraná.

A distribuição das combinações

A distribuição dos números e letras que cada cidadão irá utilizar é dividida entre os 27 entes federativos, por meio de uma espécie de cota a ser utilizada por cada um. Quem distribui os lotes de números e letras que podem ser utilizados em cada Estado é o Denatran, que dá a designação à cada unidade para que realizem as combinações.

Para exemplificar melhor, o Estado do Paraná recebeu a sequência entre AAA 0001 até BEZ 9999, em fevereiro de 1990, mas ainda não utilizou todas as combinações possíveis dentro deste limite. Em compensação, Minas Gerais já precisou receber 276 intervalos de sequências como esses, em função da quantidade de veículos emplacados no Estado. Como São Paulo já possuía uma grande previsão de emplacamentos de veículos, precisou receber até o momento apenas 10 intervalos de sequências para serem utilizadas.

Como são distribuídas as placas para os veículos

Dentro das combinações que cada Estado possui, as placas são distribuídas normalmente por ordem de chegada. Por exemplo, Minas Gerais, em 2014, recebeu a sequência entre PUA – 0001 até PZZ – 9999, e desta forma, a sequência seguirá PUA – 0001, PUA – 0002… e as letras vão mudando das últimas para as primeiras, assim que os números chegam a 9999.

A escolha da placa do veículo

Na maioria dos Estados é possível escolher qual será a placa do seu veículo, mediante pagamento que varia de local a local e da quantidade de números e letras a serem alterados. As placas personalizadas devem respeitar as combinações possíveis dentro das sequências determinadas pelo Denatran, que foram recebidas pelas localidades.

Lembrando que em alguns Estados isso não é possível. Em São Paulo, por exemplo, devido à política de rodízio, qualquer alteração que esteja fora dos padrões de emplacamento do Detran-SP, estão proibidas.

Novas placas em 2017

Conforme a Resolução Contran nº 510/201411, as novas placas seguirão os padrões nos demais países do Mercosul, com 7 caracteres alfanuméricos, sendo destes quatro letras e três números. Além da padronização, o que servirá para aumentar a segurança devido ao maior controle possível a ser realizado pelas instituições responsáveis, as novas placas permitirão que o Brasil passe a contar com um número muito maior de combinações, devido ao aumento dos caracteres.

Já conhecia todas estas informações a respeito das placas veiculares? Aproveite os comentários e compartilhe com a gente as suas dúvidas e opiniões!

Autor

O Carcheck é uma ferramenta que visa a segurança na negociação de veículos usados, permitindo ao consumidor analisar cuidadosamente vários indicadores de segurança além de toda a trajetória do veiculo desde o seu primeiro registro junto aos órgãos competentes(Detran, Denatran, Dnit, Financeiras e etc) até o dia da aquisição.

Um comentário

  • Então, nós éramos felizes e não sabíamos. Por que? Quando houve o lançamento alfanumérico de 03 (três) letras e 04(quatro) números, foi alardeado como a redenção, estaria ali, o “registro de nascimento do veículo” saído da maternidade (indústria automobilística), como diriam os ingleses: first name, middle name and last name… Como pode países pequenos, já adotavam o sistema que será implantado em 2017, porque o Brasil não o fez, desde início em 1990, mais uma vez, o Estado Mínimo, entra em ação, vem aí, mais taxa, etc… quanto ao “registro nascimento do veículo”, a criança(automóvel) vai trocar de nome!!!

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