Conheça os carros que têm as peças mais caras do mercado

Conheça os carros que têm as peças mais caras do mercado

Quando escolhemos comprar um carro, geralmente avaliamos o seu preço médio no mercado, alguma ocasional promoção na concessionária ou abatimento combinado com o vendedor particular, os acessórios embutidos, o estado da lataria e da pintura, o design e o motor… Consideramos tudo isso, mas é muito difícil que levemos em consideração algo muito importante: os valores das peças do modelo, quando vendidas em separado – o que vai influenciar diretamente no custo de reparo de seu veículo.

Pequenos acidentes, como retrovisores arrancados, pequenas avarias nos para-choques ou leves arranhões em alguma porta ou outra parte lateral do carro são resultados comuns do “acelera e para” constante do trânsito em uma cidade. Além disso a troca de peças também deve ser feita devido ao desgaste natural dos componentes e sistemas do veículo. Portanto, é certo que, de vez em quando, os motoristas passam pela situação de repor alguns itens do automóvel, sem que tenham acontecido acidentes mais graves ou grandes transtornos que os façam contatar desnecessariamente o seguro do veículo.

O custo da reparação nos carros usados

Essa atenção deve ter um grande peso, portanto, entre aqueles que pretendem adquirir um carro usado. Quem compra um veículo novo tem a garantia de fábrica e em geral só passa pela “dor de cabeça” da substituição de peças em casos de acidentes. Mas os motoristas que desejam adquirir um carro usado estão mais expostos ao desgaste natural das peças, principalmente se o veículo tiver mais de 50 mil quilômetros rodados.

Não são apenas os pneus que podem estar com sua vida útil no fim ou a carroceria que pode estar um pouco mal conservada, mas também outras peças importantes podem apresentar desgastes, como os para-lamas, os para-choques, os faróis, certos elementos do painel ou componentes dos sistemas de direção e câmbio.

Afinal, quais são os carros que têm as peças mais caras?

Com base em toda essa preocupação, o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil) realiza já há alguns anos uma série de comparativos técnicos entre veículos de uma mesma categoria quanto à facilidade, tempo de substituição e o custo de seu reparo. O resultado é uma tabela de índices chamada Car Group, anualmente publicada em sua revista bimestral editada desde 1998.
E, de acordo com dados fornecidos pelo centro de estudos para 2013, entre os doze Hatches compactos avaliados, o Nissan March, o Fiat Uno, o Fiat Palio Fire e o Fiat Novo Palio ocupam as quatro últimas posições, o que significa dizer que os modelos detêm maiores custos de reparação neste segmento. O novo Citroën C3 manteve-se no topo da classe, posição que já conquistara em 2012 com a geração anterior do modelo. Entre os Hatches de porte médio, o Citroën C4 e o Nissan Tiida ficaram com os desempenhos mais baixos, ficando o Peugeot 308 no topo desta lista.

Entre os sedãs compactos, no entanto, os carros franceses foram mal, deixando o Renault Symbol e o Peugeot 207 nos últimos lugares, enquanto que o Etios Sedan obteve os valores de reparo mais baratos da categoria. Na tabela de carros médios, o hatch com valores de reparo mais baratos é o Peugeot 308, com nota 22, seguido por Nissan Tiida (31) e Fiat Bravo (32). Entre os sedãs médios, os piores foram o Nissan Sentra e o Renault Fluence, ficando o Peugeot 408 no topo da lista, apresentando a melhor reparabilidade.

E entre as minivans, a JAC J6 ficou no final da lista entre aquelas de porte médio, e a Nissan Livina apresentou o pior índice entre os modelos compactos, ficando a linha Picasso, da Citröen, na primeira colocação no quadro geral da categoria.

Mas por que algumas peças são tão caras?

Representantes das marcas e analistas de mercado dizem que muitas peças são caras por causa de sua importação. Os componentes que não são produzidos no Brasil, além de seu custo padrão, recebem várias taxações e a incidência de impostos para transpor a alfândega. Além disso, a concorrência de mercado também pode apresentar uma diferença assustadora de preços, que pode chegar a até 500 ou 600% de diferença entre os preços cobrados. Assim, quando for necessário repor um componente automotivo, não é recomendável que o consumidor adquira a peça logo na primeira loja em que entrar, mas deve pesquisar entre as concessionárias e demais pontos de venda em sua vizinhança e nos Municípios próximos e, se possível, até fazer uma comparação, mesmo que rápida, nas lojas virtuais (ou seja, na Internet). Como algumas peças são importadas, certos preços podem variar muito de tempos em tempos, dependendo das cotações do dólar e das alíquotas referentes aos tributos cobrados na ocasião (que acompanham a política de proteção industrial que o governo pretende no período).

Como vimos, a manutenção e o custo de reposição das peças deve ser um fator muito importante para se avaliar quando se vai comprar um carro, então lembre-se de ficar de olho nesses valores para não comprar gato por lebre.

 

Autor

O Carcheck é uma ferramenta que visa a segurança na negociação de veículos usados, permitindo ao consumidor analisar cuidadosamente vários indicadores de segurança além de toda a trajetória do veiculo desde o seu primeiro registro junto aos órgãos competentes(Detran, Denatran, Dnit, Financeiras e etc) até o dia da aquisição.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *