Carros elétricos: será viável no Brasil?

Carros elétricos: será viável no Brasil?

Na Noruega, somente nos três primeiros meses de 2015 foram vendidos mais de 8 mil carros elétricos, colocando o país como o que possui maior mercado do mundo para este tipo de veículos. No Brasil, entretanto, a questão é bastante diferente: existem menos de mil carros elétricos no país, o que representa cerca de 0,0003% de toda a frota em circulação.

A pergunta que fica é: esta situação mudará em algum momento, permitindo que os brasileiros também aproveitem as vantagens dessa tecnologia? Que tal ler nosso post e descobrir se em alguma época futura a presença dos carros elétricos no Brasil será viável?

Como funciona o carro elétrico?

A primeira coisa a se saber sobre o carro elétrico é que ele funciona a base de hidrogênio e o único subproduto de seu funcionamento é a água. Diferentemente dos motores convencionais, o motor de um carro elétrico também não precisa das explosões para mover os pistões e, por isso, é mais econômico, menos barulhento e nada poluente.

O funcionamento geral dos carros movidos a eletricidade deve-se, basicamente, à presença do motor elétrico, de baterias e de um capacitor. As baterias e o capacitor servem para armazenar energia, enquanto o motor é alimentado por um tanque compacto e altamente pressurizado de hidrogênio.

Através de uma reação química com o hidrogênio do ar, a célula combustível do carro forma três produtos: íons de hidrogênio (H+), elétrons (e-) e a água. Como somente os íons de hidrogênio são permitidos passar pela membrana, os elétrons acabam formando a corrente elétrica e que alimenta o motor elétrico.

Além disso, graças à presença das baterias o carro elétrico também tende a funcionar convertendo energia, principalmente a energia potencial e de altura, em energia cinética, de movimento. Ou seja, quando o carro está em um local mais alto ele possui uma maior energia potencial. Ao descer, o que pode ser uma ladeira ou uma estrada íngreme, o carro vai diminuindo a energia potencial. Como não existe perda de energia na natureza, ela se transforma em energia cinética – ou seja, o carro pode se movimentar. Essa energia tende, inclusive, a ser armazenada pela bateria.

Quais os impactos ambientais do carro elétrico?

O hidrogênio é o elemento mais abundante de toda a natureza: ele está presente em cerca de 75% de toda a matéria existente. O mesmo não se pode dizer dos combustíveis fósseis, que demoram milhões de anos para serem formados e possuem matrizes bastante localizadas. Mesmo o etanol – ou álcool – possui uma capacidade máxima, já que depende da produção de cana de açúcar.

Por isso, o primeiro impacto ambiental do carro elétrico é o fato de que ele é alimentado por um elemento muito mais abundante e cuja exploração é infinitamente menos prejudicial.

Devido à reação que acontece na célula combustível, o carro elétrico também não emite nenhum poluente, diferentemente dos motores à combustão atuais que são responsáveis por emitir fumaças repletas de componentes prejudiciais quando em grande quantidade, como é o gás carbônico. Dessa forma, o carro elétrico também causa menos poluição já que não possui subprodutos maléficos ao meio ambiente.

O carro elétrico no Brasil

Apesar de todas suas vantagens, o carro elétrico parece ser um sonho distante no Brasil. Isso se deve, principalmente, à falta de postos de recarga específicos para esse veículo e também o incentivo nacional que existe para o etanol, produto produzido no país. Essa combinação de fatores aliada à alta carga tributária de produtos importados – já que o carro não é fabricado no Brasil – indica que o fortalecimento do uso no carro elétrico no Brasil tende a demorar.

O fato de as peças serem caras, problemas com a matriz energética brasileira e o fornecimento de energia, especialmente devido a problemas de geração graças às secas nas hidrelétricas, também se mostram como um fator que potencialmente atrasará o seu uso em terras brasileiras.

Apesar disso, algumas medidas estão sendo tomadas para incentivar o uso de carros desse tipo. Fernando Haddad, como prefeito de São Paulo, concedeu isenção do rodízio de carros e também um desconto de 50% no IPVA de carros desse modelo, indicando um importante incentivo para a popularização do carro elétrico. Essa, entretanto, ainda é uma atitude isolada da maior cidade do país e será necessária maior coesão das administrações públicas para que o carro elétrico se torne uma realidade no Brasil.

O carro elétrico é uma das inovações recentes que mais beneficiam o planeta e isso se deve ao fato de seu uso não ser poluente e de ele não explorar recursos não-renováveis, como os combustíveis fósseis, ou que prejudiquem a natureza em geral. Apesar disso, a falta de infraestrutura adequada e de incentivos necessários é um fator que impede a popularização, ao menos imediata, desse tipo de veículo no Brasil.

O que você acha dos carros elétricos? Aproveite a caixa dos comentários para um debate sobre esse veículo, especialmente no Brasil.

 

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