Carros elétricos: realidade cada vez mais próxima

Carros elétricos: realidade cada vez mais próxima

Garantir um mundo melhor, menos poluído e sem tragédias climáticas será possível com os carros elétricos em nossas cidades. Eles têm capacidade de reduzir a emissão de poluentes, e essa preocupação já chegou ao Brasil.

Saiba agora como e quando tudo isso vai impactar o país!


Funcionamento dos carros elétricos

Esses modelos são movidos a eletricidade, gerada a partir de baterias (processo mais aplicado hoje) ou da reação do gás hidrogênio (ainda muito caro). A energia liberada dentro do motor é levada para as rodas. Esse processo é silencioso, afinal, não existe explosão.

É um sistema eletrônico composto por dois potenciômetros, que controlam a origem dessa força. Estes são componentes eletrônicos que ajudam a direcionar o caminho da corrente elétrica. Eles também são usados para controlar o volume em aparelhos de som, por exemplo.

Os carros elétricos também praticamente não têm marcha, somente o pedal para aumentar ou diminuir a velocidade. A única marcha que existe é a ré.

No caso das baterias (de íon de lítio ou de níquel), elas podem ser carregadas na tomada e funcionam com 220 volts. Além disso, a energia mecânica gerada no próprio veículo tem potencial para carregar essas baterias.

Esse processo acontece a partir da frenagem com o freio regenerativo, que gera calor e se transforma em combustível. Tudo isso acontece sem que gases poluentes sejam emitidos para destruir a camada de ozônio, que filtra os raios solares e influencia na temperatura da Terra.

O contra nessa proposta é que a extração do níquel é muito poluente, dando vantagem para o lítio — obtido de forma menos invasiva, em áreas perto de deserto.

O outro processo é a partir do hidrogênio. O gás, muito leve, fica armazenado em tanque de fibra de carbono e precisa reagir com oxigênio para gerar energia. O subproduto desse processo é a água. A desvantagem é que, para se produzir hidrogênio, é preciso queimar carvão, considerado um processo poluente.


Processo de popularização

fama dos carros elétricos depende do preço acessível dos modelos e de incentivos do governo para alavancar vendas e produção. Também é necessário desenvolver estudos que permitam que as baterias possam oferecer mais autonomia e sejam recarregadas mais rapidamente. Atualmente, as baterias podem render entre 80 e 300 quilômetros, e o seu carregamento exige de seis a oito horas.

No Brasil, o mercado ainda é enxuto e não existe um veículo puramente elétrico. O Prius, da Toyota, é versão híbrida — tem gasolina para gerar energia elétrica — e foi o automóvel que iniciou o país nessa realidade. Custa em torno de R$ 126 mil e, até meados de 2016, tinha 783 unidades no país. O lançamento por aqui foi em 2013.

A proposta de massificação, porém, é da Nissan. A montadora iniciará a venda do modelo Leaf a partir de 2019. O preço do importado hoje fica entre R$ 120 mil e R$ 130 mil (imposto de 25%), mas até o início das vendas essa tributação pode cair para 4%, com o programa Rota 2030 (política setorial para a indústria automobilística).


Futuro dos elétricos

O avanço, apesar dos melhoramentos necessários, pode ser notado em algumas partes do mundo. Na Noruega, a frota saltou de 1% dos veículos no país em 2012 para 37% agora em 2016 (100 mil unidades), conforme a consultoria financeira Morgan Stanley. Essa mesma pesquisa projetou que, em 2025, os carros elétricos deverão representar 15% do mercado no mundo, contra os atuais 0,86%.

Os especialistas observam também o cenário na China. Por lá, já foram vendidos 351 modelos movidos a energia elétrica em 2016. Esse número representa a maior frota do mundo. Além de carros, há ônibus elétricos em solo chinês.

Ao levar a questão para o conjunto de países, a União Europeia já tem norma que prevê que, até 2030, as estradas do Velho Continente contem apenas com circulação de veículos movidos a eletricidade.

Transformar os carros elétricos em realidade por completo passa pela necessidade mundial de se cuidar do meio ambiente, equalizar o uso dos combustíveis fósseis — que são finitos — e garantir o uso de fontes de energia limpa.

E você, está disposto a ter um modelo elétrico? Deixe seu comentário!

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